A CASTANHA-DO-PARÁ SAI DAS ENTRANHAS DA FLORESTA COM ALTO VALOR NUTRICIONAL PARA ABASTECER O COMÉRCIO DAS CIDADES.
A castanha-do-Pará (ou castanha-do-Brasil) é colhida diretamente da floresta Amazônica porque as castanheiras (Bertholletia excelsa) crescem naturalmente nesse ecossistema. Essas árvores dependem da polinização por abelhas de grande porte e da dispersão das sementes por animais, como roedores, tornando o cultivo comercial fora da floresta bastante difícil.
Ela é valiosa por seus componentes nutricionais porque é uma excelente fonte de selênio, um mineral essencial com poder antioxidante que auxilia na proteção celular e no funcionamento do sistema imunológico. Além disso, a castanha é rica em gorduras boas (mono e poli-insaturadas), proteínas, fibras, magnésio, fósforo e vitaminas do complexo B e E, que contribuem para a saúde do coração, do cérebro e da pele.;
Seu alto teor de selênio é um dos principais motivos de sua fama, pois apenas uma ou duas castanhas por dia já fornecem a quantidade recomendada desse mineral, ajudando a prevenir deficiências nutricionais.
existem diversas ameaças às castanheiras na Amazônia que podem reduzir a produção da castanha-do-Pará, impactando seu fornecimento para grandes centros urbanos como Rio de Janeiro e São Paulo. As principais ameaças incluem:
Desmatamento e degradação florestal
- O avanço da agropecuária, a extração ilegal de madeira e a expansão urbana reduzem as áreas naturais onde as castanheiras crescem. Como essa árvore depende de um ecossistema preservado para se desenvolver, a destruição da floresta compromete sua reprodução e produção de frutos.
Mudanças climáticas
- A elevação das temperaturas e a redução das chuvas podem afetar o ciclo de frutificação das castanheiras, diminuindo a produção das castanhas. Secas extremas, como as registradas recentemente na Amazônia, podem impactar diretamente a polinização e o desenvolvimento dos frutos.
Dificuldades na polinização
- As castanheiras dependem de abelhas de grande porte (como as do gênero Euglossa) para a polinização. O desmatamento e o uso de agrotóxicos ameaçam essas abelhas, reduzindo a reprodução das árvores e, consequentemente, a produção de castanhas.
Exploração insustentável
- A coleta excessiva de castanhas sem respeitar os ciclos naturais pode comprometer a regeneração das árvores. Além disso, práticas inadequadas no manejo das áreas extrativistas podem diminuir a produtividade ao longo dos anos.
Queimadas e incêndios florestais
- O aumento das queimadas, muitas vezes criminosas, compromete a sobrevivência das castanheiras. Mesmo que sejam árvores de grande porte e resistência, o fogo pode danificar suas estruturas e dificultar a produção dos frutos.
Essas ameaças podem levar à redução da oferta de castanha-do-Pará nos mercados urbanos e ao aumento do seu preço, tornando-a ainda mais valiosa e difícil de ser obtida em grandes centros consumidores como Rio de Janeiro e São Paulo.
A castanha é rica em gorduras boas (mono e poli-insaturadas), proteínas, fibras, magnésio, fósforo e vitaminas do complexo B e E, que contribuem para a saúde do coração, do cérebro e da pele. É uma excelente fonte de selênio, um mineral essencial com poder antioxidante que auxilia na proteção celular e no funcionamento do sistema imunológico.
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