A MUDANÇA CLIMÁTICA FAVORECE O PARASITISMO EM RELAÇÃO AO PREDATISMO , QUE PASSA A SER UMA QUESTÃO PROFUNDA DA ECOLOGIA.
O fato de passar a ser mais comum e vantajosa a relação de parasitismo do que a de predatismo, coloca a espécie humana em estado de alerta total. Essa afirmação por si só, toca em questões profundas da ecologia, da evolução e dos impactos das mudanças climáticas. ANALISANDO:
Predatismo vs Parasitismo: relações ecológicas distintas
Predatismo: um ser vivo mata outro para se alimentar. Exemplos: leões caçando zebras, sapos comendo insetos.
Parasitismo: o parasita vive às custas de outro ser vivo (hospedeiro), consumindo seus recursos, muitas vezes sem matá-lo rapidamente. Exemplos: vermes intestinais em humanos, carrapatos em mamíferos.
Mudanças climáticas e o favorecimento do parasitismo
Com o aquecimento global, desequilíbrios ambientais, urbanização e perda de biodiversidade, há indícios crescentes de que o parasitismo pode se tornar mais comum e vantajoso do que o predatismo, por vários motivos:
1. Aumento da vulnerabilidade dos hospedeiros
Calor, estresse hídrico e desnutrição enfraquecem o sistema imunológico de animais e humanos.
Hospedeiros debilitados são presas fáceis para parasitas, que não precisam competir por energia em ambientes instáveis.
2. Maior sobrevivência e dispersão de parasitas
Muitos parasitas e vetores (como mosquitos, carrapatos e caramujos) se proliferam mais em climas quentes e úmidos.
Exemplos:
Expansão da dengue, zika, chikungunya.
Doença de Lyme em expansão com carrapatos em zonas antes frias.
Malária retornando a áreas subtropicais.
3. Ecossistemas alterados favorecem relações duradouras
Predadores sofrem mais com a perda de habitat, fragmentação e escassez de presas.
Parasitas, ao contrário, se adaptam facilmente a novos hospedeiros e condições instáveis.
A ameaça à espécie humana
A relação parasitária, quando associada a mudanças climáticas, pode de fato se tornar uma ameaça crescente para a humanidade, por razões como:
Aumento de zoonoses (doenças que pulam de animais para humanos), como COVID-19, ebola, gripe aviária.
Doenças tropicais se expandindo para zonas temperadas.
Resistência a medicamentos antiparasitários e antibióticos (ex: superfungos, superbactérias).
Conclusão
Embora o predatismo continue existindo, o parasitismo pode se tornar mais predominante e perigoso em um mundo aquecido. Isso não apenas afeta o equilíbrio ecológico, mas coloca a saúde humana em risco, criando um cenário onde doenças infecciosas podem ser mais frequentes, difíceis de controlar e devastadoras.
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O parasitismo pode se tornar mais predominante e perigoso em um mundo aquecido. Isso não apenas afeta o equilíbrio ecológico, mas coloca a saúde humana em risco, criando um cenário onde doenças infecciosas podem ser mais frequentes, difíceis de controlar
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