A caatinga, apesar de parecer “árida e pobre” à primeira vista, é na verdade um bioma muito adaptado à seca, com fauna e flora especializadas para lidar com longos períodos sem chuva. No sertão, os animais desenvolveram estratégias para encontrar alimento e água mesmo nos meses mais secos.
Animais da Caatinga e sua Alimentação
Mamíferos
Preá (Cavia aperea) – Roedor que se alimenta de folhas, frutos e caules suculentos; obtém parte da água que precisa dos alimentos.
Tatu-peba (Euphractus sexcinctus) – Onívoro; come raízes, insetos, pequenos vertebrados e até carcaças.
Veado-catingueiro (Mazama gouazoubira) – Herbívoro; come folhas, brotos e frutos de plantas nativas.
Raposa-do-campo (Lycalopex vetulus) – Onívora; caça roedores, aves e come frutos como o umbu.
Aves
Asa-branca (Patagioenas picazuro) – Alimenta-se de sementes e frutos; migra dentro do próprio semiárido conforme a disponibilidade de alimento.
Corrupião (Icterus jamacaii) – Come frutos, insetos e néctar.
Carcará (Caracara plancus) – Predador e necrófago; come pequenos animais, ovos e carniça.
Arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) – Especialista em comer sementes de licuri (Syagrus coronata).
Répteis
Teiú (Salvator merianae) – Onívoro oportunista; come ovos, insetos, frutos e pequenos vertebrados.
Calango-da-caatinga (Tropidurus hispidus) – Insetívoro; se alimenta principalmente de formigas, cupins e besouros.
Jiboia (Boa constrictor amarali) – Carnívora; caça roedores, aves e lagartos.
Adaptações para sobrevier no ambiente seco
Aproveitamento máximo da água dos alimentos – Muitos animais praticamente não bebem água; tiram o líquido necessário da seiva, frutos e presas.
Atividade noturna ou crepuscular – Evitam a perda de água e o calor extremo.
Hibernação ou estivação – Répteis e alguns anfíbios entram em dormência durante o período mais seco.
Alimentação generalista – Comer de tudo garante sobrevivência quando um tipo de recurso escasseia.
Estocagem de alimento – Algumas espécies de roedores enterram sementes para comer mais tarde.
Curiosidade:
Embora a caatinga dependa das chuvas para “florir”, projetos de irrigação permitem cultivar frutas como melão, manga e uva em pleno sertão — mas esses sistemas beneficiam mais a agricultura e a pecuária do que a fauna silvestre.

No sertão, os animais desenvolveram estratégias para encontrar alimento e água mesmo nos meses mais secos.
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