OLHO POR OLHO DO CAÇADOR ASTUTO E DENTE POR DENTE DA PRESA INDOLENTE.


O comércio ilegal de marfim (dos elefantes e morsas) e de chifres de rinocerontes é uma das maiores ameaças à sobrevivência dessas espécies. Apesar da crueldade e da consciência que já temos no século XXI, infelizmente a caça ilegal ainda movimenta bilhões de dólares por ano, ligada a redes criminosas internacionais.
  O desafio:
Enquanto houver mercado e demanda pelo marfim e chifre, os animais continuam em risco. A batalha maior é cultural e econômica: reduzir a procura, fortalecer a fiscalização e apoiar as comunidades locais para que protejam a vida selvagem em vez de dependerem da caça.

 Leis e proibições:
  • Desde 1989, a CITES proibiu o comércio internacional de marfim de elefantes, com algumas exceções altamente controladas.

  • Muitos países, como China, EUA e União Europeia, já aprovaram leis internas para proibir também o comércio doméstico.

  • O comércio de chifre de rinoceronte é igualmente proibido, mas a caça furtiva continua.

 Sinais de recuperação e esperança:

  • Elefantes africanos: Em alguns países (como Quênia e Botsuana), as populações vêm apresentando sinais de recuperação graças a áreas de proteção e monitoramento.

  • Rinocerontes brancos do sul: chegaram a apenas algumas dezenas no século XX, mas esforços de conservação aumentaram a população para milhares hoje. Ainda assim, a caça furtiva segue sendo um risco enorme.

  • Morsas: não sofrem tanta pressão de caça ilegal como os elefantes e rinocerontes, mas enfrentam o aquecimento global e a perda do gelo marinho.

Órgãos e ONGs de proteção:
Existem organizações internacionais e nacionais que lutam pela defesa desses animais:

  • CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção): é um acordo global assinado por mais de 180 países que regula o comércio de espécies ameaçadas, incluindo marfim e chifres.

  • IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza): monitora o estado de conservação das espécies e apoia políticas de proteção.

  • WWF (World Wide Fund for Nature): atua em campanhas contra o comércio de marfim e na proteção dos habitats.

  • IFAW (International Fund for Animal Welfare) e TRAFFIC: trabalham para reduzir a demanda e combater o tráfico.

  • ONGs locais na África e Ásia (como Save the Elephants e Ol Pejeta Conservancy) fazem vigilância e projetos de conservação em campo.

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