PANORAMA DOS ANIMAIS MAIS TRAFICADOS NO BRASIL E NO MUNDO, SEUS IMPACTOS ECOLÓGICOS E O COMBATE A ESSE CRIME AMBIENTAL.
No Brasil, o tráfico de animais silvestres é um problema gravíssimo que ameaça a biodiversidade, os ecossistemas e as cadeias alimentares, e lá fora, o pangolim é considerado o animal mais traficado do mundo para a Ásia e África.
Segundo dados do IBAMA, ICMBio, RENCTAS e ONGs ambientalistas:
Pássaros silvestres – cerca de 80% dos animais traficados
Exemplos: canário-da-terra, trinca-ferro, curió, papagaio-verdadeiro, ararajuba
Usados como animais de estimação por canto ou aparência.
Répteis
Jiboia, jabuti, cágado, teiú
Vendidos como pets exóticos ou usados para fins religiosos/rituais.
Primatas
Sagui, mico-leão-dourado, bugio
Traficados por seu apelo estético e docilidade.
Felinos silvestres
Jaguatirica, gato-do-mato
Caçados ilegalmente por pele ou como troféus.
Insetos e aranhas
Borboletas raras, aranhas-caranguejeiras
Muito valorizados por colecionadores internacionais.
Peixes ornamentais
Disco do Rio Negro, peixes de água preta
Exportados para aquarismo internacional, muitas vezes ilegalmente.
Ranking Global: Os Animais Mais Traficados no Mundo
Pangolim (África e Ásia)
Caçado por escamas (uso na medicina tradicional chinesa) e carne exótica.
Elefante (África)
Marfim de suas presas abastece mercados ilegais asiáticos.
Rinoceronte (África)
Seu chifre é vendido a preços altíssimos por alegados poderes medicinais.
Tigre (Ásia)
Ossos e partes do corpo usados na medicina tradicional e como status.
Tartarugas marinhas (regiões tropicais)
Usadas como alimento e objetos decorativos.
Papagaios, araras e outras aves exóticas (América Latina)
Especialmente traficadas para Europa e América do Norte.
Macacos e grandes primatas (África e Ásia)
Vendidos como animais de estimação, ou usados em experimentos e shows.
O que tem sido feito para impedir o tráfico de animais?
No Brasil:
Leis ambientais (Lei 9.605/98) – criminaliza o tráfico de fauna silvestre com penas que podem chegar a 5 anos de prisão, além de multas.
Órgãos de fiscalização:
IBAMA e ICMBio – realizam operações de apreensão, reabilitação e soltura de animais.
Polícia Federal e Polícia Ambiental – atuam contra redes criminosas.
Campanhas educativas e denúncias anônimas via Linha Verde do Disque-Denúncia (0300 253 1177).
Centros de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) – cuidam dos animais apreendidos.
Internacionalmente:
Convenção CITES – acordo assinado por 183 países para controlar o comércio internacional de espécies ameaçadas.
Interpol e UNODC – investigam o tráfico como crime transnacional organizado.
Tecnologia de rastreamento e DNA forense – usada para identificar origem dos animais capturados.
Impactos ecológicos do tráfico de animais
Desequilíbrio nas cadeias alimentares – Exemplo: a retirada de predadores naturais, como serpentes e aves de rapina, causa aumento de roedores e insetos.
Perda de polinizadores e dispersores de sementes – como morcegos e aves, afetando florestas inteiras.
Redução da diversidade genética – diminui a capacidade de adaptação da fauna às mudanças climáticas e doenças.
Introdução de doenças zoonóticas – tráfico pode facilitar a disseminação de vírus entre espécies e até para humanos.
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No Brasil, o tráfico de animais silvestres é um problema gravíssimo que ameaça a biodiversidade, os ecossistemas e as cadeias alimentares,
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