BIODIVERSIDADE MARINHA EM RISCO POR CAUSA DA SOBREPESCA INDUSTRIAL QUE COLOCA EM XEQUE A SEGURANÇA ALIMENTAR.
A sobrepesca é a pesca excessiva de espécies marinhas a uma taxa maior do que a sua capacidade de reprodução natural, o que pode levar ao colapso populacional e desequilibrar ecossistemas inteiros. Isso é causado por fatores como regulamentação inadequada, pesca ilegal e o uso de métodos predatórios como redes de arrasto, que capturam espécies não comerciais e prejudicam o habitat.
Pesca industrial e o impacto sobre os ecossistemas:
As embarcações industriais de grande porte — equipadas com sonares, redes de arrasto de fundo, e sistemas de refrigeração — são responsáveis pela captura de toneladas de peixes em cada expedição.
Embora sejam voltadas para o abastecimento da indústria de beneficiamento do pescado, o problema é que a pesca intensiva e contínua não permite a recuperação natural dos estoques.
Práticas condenadas:
Redes de arrasto de fundo: destroem habitats marinhos (como recifes e leitos de algas) e capturam indiscriminadamente espécies não comerciais (“bycatch”).
Explosivos e venenos: usados ilegalmente em algumas regiões, matam não apenas os peixes-alvo, mas todo o ecossistema local — esponjas, corais, crustáceos e larvas.
Espécies costeiras e oceânicas sob pressão:
Os peixes de litoral e zona costeira, como sardinha, cavalinha e anchova, sofrem com a pesca excessiva e a poluição das águas, pois vivem próximos a áreas urbanizadas e industriais.
Já os peixes de alto-mar, como robalo, namorado e os vários tipos de bacalhau (Gadus morhua, Pollachius virens, entre outros), enfrentam outro tipo de ameaça: a redução drástica dos cardumes em rotas oceânicas tradicionais.
Dados globais (FAO e ONU Meio Ambiente):
Cerca de 35% das populações de peixes comerciais estão acima do limite sustentável.
O bacalhau-do-Atlântico e o atum-azul são exemplos clássicos de espécies que já colapsaram em determinadas regiões.
A sardinha brasileira (Sardinella brasiliensis) também teve quedas históricas nos estoques devido à pesca predatória e às mudanças climáticas.
O período de defeso — um alívio necessário:
O defeso é o período em que a pesca é proibida ou controlada, para permitir que as espécies reproduzam-se e repovoem o mar.
Durante esse tempo, pescadores profissionais recebem auxílio financeiro (no Brasil, o seguro-defeso), garantindo a subsistência sem a necessidade de continuar pescando.
Objetivo do defeso:
Permitir o desova natural das espécies.
Evitar o colapso dos estoques pesqueiros.
Manter o equilíbrio ecológico e a sustentabilidade econômica da pesca.
Problema: Muitos países ainda não respeitam integralmente o defeso, e há fiscalização insuficiente em alto-mar — o que compromete a eficácia da medida.
Caminhos sustentáveis:
Para evitar o colapso global dos recursos pesqueiros, é necessário:
Reduzir a pesca industrial e priorizar a pesca artesanal e comunitária.
Adotar cotas anuais baseadas em estudos científicos.
Incentivar a criação de áreas marinhas protegidas (AMPs).
Promover o consumo responsável, priorizando peixes de cultivo sustentável (como tilápia e tambaqui) e evitando espécies ameaçadas.

A Engenharia de pesca se baseia em estudos científicos das cotas anuais das espécies que podem ser pescadas e o período de defeso essa prática deve ser suspensa.
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