OVOS E SEMENTES NÃO PODEM FALTAR NA AGENDA DA COP.30 QUANDO SE FALAR SOBRE BIODIVERSIDADE E SEGURANÇA ALIMENTAR.
No contexto da COP 30, que se inicia em Belém (PA) em 2025, é um dos lugares mais simbólicos do planeta para falar de biodiversidade e segurança alimentar.
O papel vital de ovos e sementes
Sementes: são os “genes vivos” da agricultura. Elas guardam a diversidade genética de plantas alimentares, medicinais e florestais — essenciais para adaptar cultivos às mudanças climáticas (como secas e pragas).
Ovos: representam a base proteica mais acessível, nutritiva e eficiente do mundo animal. Contêm todos os aminoácidos essenciais, além de vitaminas e minerais, e têm grande valor em programas de segurança alimentar.
Ambos são reservas biológicas e alimentares — formas de continuidade da vida. Proteger sementes e ovos é garantir o recomeço de ecossistemas e da produção de alimentos após desastres, guerras ou colapsos ambientais.
A previsão de futuro e relevância
As projeções globais apontam que sementes e ovos se tornarão estratégicos recursos de segurança planetária até 2050, pelos seguintes motivos:
Crises climáticas e perda de polinizadores: o aquecimento global ameaça a fertilidade natural das plantas e a reprodução de aves, o que coloca pressão sobre bancos de sementes e programas de reprodução animal.
Aumento de bancos genéticos e “arcas de vida”: a expansão de estruturas como o Svalbard Global Seed Vault (Noruega) e novos depósitos regionais (como o proposto na Amazônia) deverá garantir a diversidade agrícola local.
Sementes como moeda biológica: a biotecnologia e a bioeconomia já valorizam sementes resistentes e geneticamente adaptadas — elas serão trocadas como “ativos de sobrevivência”.
Valorização de ovos sustentáveis: granjas de baixo impacto e incubatórios ecológicos devem crescer, com o uso de tecnologias de rastreabilidade e bem-estar animal.
Educação ecológica: escolas e comunidades tendem a adotar hortas, ninhos artificiais e viveiros como espaços de ensino sobre o ciclo da vida e regeneração natural.
Em resumo: sementes e ovos serão tratados como patrimônios biológicos globais — fundamentais não só para alimentação, mas para recriar ecossistemas inteiros após eventos extremos.
Conexão com a COP 30
A COP 30 deverá ampliar o debate sobre:
Soberania alimentar e bancos genéticos regionais;
Proteção de habitats de reprodução natural (ninhos, lagoas, refúgios);
Integração entre biodiversidade e clima — garantir a fertilidade da Terra é parte essencial das metas de adaptação;
Criação de redes de preservação descentralizadas: cada país ou bioma poderá ter um mini “banco da vida” local, com sementes e ovos protegidos.
Futuro ideal
Imagina-se um mundo em que cada região mantenha:
Casas de sementes comunitárias;
Ninhos artificiais e refúgios naturais para aves;
Programas de coleta e preservação de ovos ameaçados;
Centros de germinação e incubação para recuperação ambiental.
Isso representaria um “Seguro da Vida na Terra”, capaz de reverter a perda de biodiversidade e reforçar a resiliência alimentar da humanidade.

Sementes e ovos são tratados como patrimônios biológicos globais — fundamentais não só para alimentação, mas para recriar ecossistemas inteiros após eventos extremos.
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