E sgoto in natura, transporte marítimo, vazamentos de petróleo, microplásticos, resíduos industriais — age como uma camada adicional de estresse, levando os ecossistemas marinhos ao limite.
Por que os oceanos caminham para um “deserto azul”?
1) Esgoto lançado por emissários submarinos
Carrega nutrientes em excesso, causando florações de algas tóxicas.
Reduz o oxigênio dissolvido → zonas mortas onde nada sobrevive.
Introduz patógenos, metais pesados e fármacos que afetam peixes e corais.
2) Transporte marítimo e lavagem de tanques
Libera milhões de litros de óleo e resíduos químicos.
O ruído subaquático prejudica baleias e golfinhos.
Coloca organismos invasores nos oceanos por água de lastro.
3) Vazamentos de plataformas petrolíferas
O petróleo cru forma uma película que impede a troca gasosa no mar.
Reveste aves e mamíferos, causando hipotermia e morte.
Afunda e destrói comunidades bentônicas.
4) Plásticos e microplásticos
Entram na cadeia alimentar: peixes → aves → humanos.
Causam obstruções, intoxicações e transportam bactérias.
Fragmentam-se, mas nunca somem.
5) Curtumes e indústrias costeiras
Lançam cromo, chumbo e pigmentos altamente tóxicos.
Matam organismos filtradores (ostras, mexilhões, esponjas).
Degradam manguezais, berçários essenciais para a vida marinha.
Resultado acumulado
Perda de biodiversidade acelerada
Colapso de cadeias alimentares inteiras
Corais branqueados e mortos
Declínio mundial dos estoques pesqueiros
Risco real de um oceano biologicamente pobre, um “deserto azul”.
É possível reverter?
Sim — mas exige:
Tratamento universal de esgoto.
Fim da lavagem clandestina de tanques.
Monitoramento rígido de plataformas.
Proibição de plásticos descartáveis.
Restauração de manguezais e recifes.
Áreas marinhas protegidas cobrindo 30% dos oceanos.

Risco real de um oceano biologicamente pobre, um “deserto azul”.
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