FILHOS DE CASAMENTOS CONSANGUÍNEOS ( INCESTO ) EM DESALINHO COM A HEREDITARIEDADE.

     ( deformidades faciais )

O tema envolve genética, biologia evolutiva e saúde pública,   porquê o incesto aumenta riscos para os filhos que venham a nascer:

1. A base genética: cada pessoa carrega mutações recessivas:

Todos nós carregamos de 5 a 10 mutações recessivas potencialmente perigosas que não causam doenças porque temos um segundo gene saudável herdado do outro genitor.
Essas mutações ficam “escondidas”, sem efeito — isso é chamado de heterozigose saudável.


🧬 2. Em parentes próximos, as mutações são mais parecidas:

Pessoas da mesma família compartilham grande parte do material genético.
Assim, um irmão, pai, mãe, tio, etc., tem maior probabilidade de carregar a mesma mutação recessiva perigosa.

Exemplo:

  • Se duas pessoas não aparentadas têm a mesma mutação recessiva, a chance de isso acontecer é baixa.

  • Entre irmãos, primos ou pais e filhos, essa probabilidade aumenta muito.


⚠️ 3. O risco real: “duplicação” das mutações recessivas:

Quando ambos os pais têm a mesma mutação recessiva, o filho tem:

  • 25% de chance de herdar duas cópias defeituosas → doença genética grave

  • 50% de chance de ser portador saudável

  • 25% de chance de não herdar a mutação

Entre familiares próximos, essa chance cresce exponencialmente.


🧠 4. Problemas mais frequentes quando há consanguinidade:

Estudos mostram aumento no risco de:

Doenças recessivas graves, como:

  • Fibrose cística

  • Anemia falciforme

  • Atrofias musculares

  • Erros inatos do metabolismo

  • Doenças neurológicas degenerativas

  • Má formações cardíacas e renais

Anomalias no desenvolvimento, como:

  • Malformações congênitas

  • Deficiências intelectuais

  • Atrasos no desenvolvimento motor e cognitivo

  • Microcefalia

  • Surdez congênita

Aumento de mortalidade infantil

Grupos humanos que praticaram consanguinidade sistemática têm até 2 a 3 vezes mais mortalidade neonatal.


🧬 5. Efeito da endogamia: perda de diversidade genética:

Quando parentes têm filhos entre si repetidamente ao longo de gerações, ocorre:

  • Redução da variabilidade genética

  • Acúmulo de mutações ruins

  • Menor resistência a doenças ambientais

  • Maior vulnerabilidade imunológica

Esse efeito é visto claramente em:

  • Populações isoladas

  • Linhagens reais europeias (como os Habsburgo)

  • Algumas espécies animais ameaçadas


👁️ 6. A biologia evolutiva “desencoraja” o incesto:

A maioria dos animais — inclusive humanos — tem mecanismos naturais para evitar cruzamentos entre parentes:

  • afastamento dos jovens ao atingir a maturidade

  • reconhecimento olfativo de parentes

  • aversão psicológica ao contato sexual com quem cresceu junto (efeito Westermarck)

Isso evoluiu justamente porque cruzamentos entre parentes reduzem a sobrevivência da prole.


⚕️ 7. Aspecto ético e legal:

A proibição do incesto em praticamente todas as sociedades humanas não é apenas moral ou cultural; possui forte base biológica:

  • proteção da saúde reprodutiva

  • prevenção de doenças genéticas

  • garantia de diversidade genética das populações


Resumo final:

O incesto é perigoso para os filhos porque:

  1. Familiares compartilham mutações recessivas.

  2. Isso aumenta muito a chance de um filho nascer com duas cópias defeituosas.

  3. Surgem doenças genéticas graves, malformações e maior mortalidade.

  4. A diversidade genética diminui e a saúde populacional se deteriora.


 

Comentários

  1. Os filhos podem ser frágeis e incorrerem em menor resistência a doenças ambientais, além de poderem surgir doenças genéticas graves, malformações e maior mortalidade.

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