O HOMEM CIBERNÉTICO - SÃO PESSOAS REAIS QUE FAZEM IMPLANTES PARA CAPACITAR O CORPO COM A TECNOLOGIA.


                                         O mundo fascinante dos  biohackingimplantes corporais caseirostransumanismo são exemplos reais de pessoas que usam tecnologia para ampliar capacidades humanas. 

1. O que são implantes caseiros e biohacking?

Biohacking é um movimento formado por pessoas que usam ciência e tecnologia para melhorar ou modificar seus corpos, muitas vezes fora de laboratórios oficiais. Entre suas práticas estão:

  • Implantes subcutâneos caseiros, como:

    • microchips NFC/RFID para abrir portas, acender luzes, armazenar dados;

    • pequenos magnetos nos dedos que permitem sentir campos eletromagnéticos;

    • LEDs implantados sob a pele;

    • sensores de glicose improvisados.

Esses procedimentos normalmente são feitos por amadores ou por “grinders”, um subgrupo de biohackers.

Riscos reais

  • infecção grave;

  • rejeição ou necrose do tecido;

  • danos nervosos;

  • falta de esterilidade e ausência de profissionais médicos;

  • falhas no dispositivo.

Isso faz com que a comunidade científica não recomende implantes caseiros, mesmo quando há curiosidade ou entusiasmo.


2. O transumanismo: o movimento filosófico por trás

transumanismo é uma corrente filosófica e científica que defende o uso da tecnologia para:

  • ampliar capacidades humanas (visão, memória, força, audição, imunidade);

  • superar limitações biológicas;

  • prevenir doenças;

  • melhorar aspectos físicos e cognitivos.

Não é apenas modificação corporal: o transumanismo discute o futuro da humanidade com:

  • biotecnologia,

  • inteligência artificial,

  • próteses avançadas,

  • engenharia genética,

  • computação quântica,

  • interfaces cérebro–máquina.

Para os transumanistas, ser humano é evoluir com a tecnologia.


3. Casos famosos: Neil Harbisson e os “cyborgs” reais

◼ Neil Harbisson – o artista acromata que “ouve” cores

Nascido com acromatopsia, uma condição que impede qualquer percepção de cor, Harbisson criou (com ajuda de engenheiros) o eyeborg, uma antena implantada no crânio que:

  • capta a frequência das cores no ambiente;

  • converte cada cor em uma vibração sonora;

  • envia essas vibrações ao osso do crânio, permitindo “ouvir” as cores.

Ele se considera o primeiro ciborgue reconhecido por um governo, pois seu passaporte o identifica com a antena.

◼ Implantes sem “função biológica ampliada”

Outro exemplo comum:

  • microchips RFID no antebraço ou na mão, que:

    • abrem portas automatizadas,

    • destravam notebooks,

    • fazem login em sistemas,

    • armazenam pequenas informações.

Esses chips são parecidos com os usados em animais de estimação, mas adaptados para uso voluntário.


4. O que pensar dos “homens cibernéticos”?

Contribuições positivas

  • Estimulam a inovação tecnológica.

  • Mostram caminhos para futuras próteses, interfaces neurais e tecnologias médicas.

  • Inspiram soluções para deficiências sensoriais e motoras.

  • Abrem debates sobre o futuro da evolução humana.

Preocupações éticas e científicas

  • Autonomia sobre o próprio corpo vs. riscos à saúde.

  • Possibilidade de desigualdade entre “aumentados” e “não aumentados”.

  • Segurança digital (chips podem ser hackeados?).

  • Privacidade de dados corporais.

  • Limites da autotransformação.

A pergunta chave

Até que ponto a tecnologia deve entrar no corpo humano, e quando isso deixa de ser melhoria para virar risco?

Os biohackers argumentam que o corpo é soberano — cada um deveria poder experimentar. Já os cientistas reforçam que qualquer implante é um procedimento médico, e exige segurança, teste clínico e responsabilidade.


5. Em síntese

As pessoas que fazem implantes caseiros ou seguem o transumanismo:

  • Não são “loucas”: estão experimentando limites humanos.

  • Não são cientistas formais: estão mais perto do ativismo tecnológico experimental.

  • Contribuem para discussões importantes sobre o futuro da humanidade.

  • Mas enfrentam riscos reais e frequentemente subestimados.

O movimento transumanista vê o ser humano como uma obra em aberto, que pode — e talvez deve — ser aperfeiçoada. Já os biohackers são a vanguarda radical dessa visão.

Comentários

  1. O transumanismo é uma corrente filosófica e científica que defende o uso da tecnologia não apenas para modificação corporal, o transumanismo quer discutir o futuro da humanidade.

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