BIOINDICADORES MENSURAM A QUALIDADE DA ÁGUA DO MAR DAS PRAIAS QUE ALMEJAM CERTIFICAÇÃO BANDEIRA AZUL..
A certificação Bandeira Azul leva em consideração as espécies bioindicadoras da qualidade da água porque elas funcionam como um “termômetro ecológico”: a presença, ausência ou abundância desses organismos revela, de forma integrada e contínua, o estado real do ecossistema aquático, algo que análises químicas isoladas nem sempre conseguem captar.
Por que usar espécies bioindicadoras?
A Bandeira Azul avalia praias, marinas e embarcações com base em critérios ambientais rigorosos, e as espécies bioindicadoras são essenciais porque:
1. Integram os efeitos da poluição ao longo do tempo
Diferente de uma coleta pontual de água, os organismos acumulam os impactos de poluentes, esgoto, metais pesados e nutrientes em excesso.
Revelam poluição crônica, mesmo quando os parâmetros químicos parecem normais no dia da coleta.
2. Respondem rapidamente a alterações ambientais
Algumas espécies desaparecem com pequenas mudanças na qualidade da água (oxigênio, pH, turbidez).
Outras proliferam apenas em ambientes degradados, servindo de alerta ecológico.
3. Indicam equilíbrio ecológico
A Bandeira Azul não avalia só se a água é própria para banho, mas se o ecossistema está funcional e saudável.
Ambientes biodiversos indicam baixa pressão antrópica e bom saneamento.
4. Protegem a saúde humana
Ambientes com bioindicadores positivos tendem a ter menor risco de patógenos, toxinas e contaminações invisíveis.
Principais espécies bioindicadoras consideradas
As espécies variam conforme o tipo de ambiente (marinho, costeiro ou estuarino), mas seguem padrões globais usados pela Bandeira Azul.
1. Microalgas e fitoplâncton
Indicadores de boa qualidade:
Diatomáceas bentônicas sensíveis
Fitoplâncton diverso e equilibrado
Indicadores de poluição:
Cianobactérias (algas azuis)
→ associadas a esgoto, excesso de nutrientes e risco de toxinas
2. Moluscos bivalves (filtradores)
Espécies comuns:
Mexilhões (Perna perna)
Ostras (Crassostrea spp.)
Berbigões e amêijoas
Por que são importantes?
Filtram grandes volumes de água
Acumulam bactérias, metais pesados e hidrocarbonetos
São excelentes indicadores de contaminação fecal e química
Presença saudável → boa qualidade da água
Mortalidade ou ausência → poluição persistente
3. Crustáceos bentônicos
Exemplos:
Caranguejos (Ucides, Callinectes)
Camarões costeiros
Isópodes e anfípodes sensíveis
Indicadores de:
Oxigenação do sedimento
Baixa contaminação orgânica
Estabilidade do fundo marinho
4. Peixes costeiros sensíveis
Exemplos:
Peixes recifais (donzelas, sargentos, badejos juvenis)
Agulhinhas e gobídeos
Boa diversidade e reprodução ativa → águas limpas
Domínio de poucas espécies tolerantes → degradação ambiental
5. Vegetação aquática e costeira
Indicadores positivos:
Fanerógamas marinhas (ex.: Halodule, Thalassia)
Manguezais saudáveis
Macroalgas calcárias
Importância:
Dependem de água limpa e boa luminosidade
São muito sensíveis à turbidez e eutrofização
Espécies indicadoras de degradação (alerta vermelho)
A presença excessiva de:
Algas verdes oportunistas (Ulva, Cladophora)
Cianobactérias
Poliquetas tolerantes à poluição
Organismos resistentes ao esgoto
Indica que a praia não atende aos critérios da Bandeira Azul.
Em resumo
A Bandeira Azul considera espécies bioindicadoras porque elas:
Revelam a qualidade real e contínua da água
Indicam impactos invisíveis aos olhos humanos
Garantem segurança ambiental e sanitária
Avaliam o equilíbrio ecológico, não apenas o banho

A certificação Bandeira Azul leva em consideração as espécies bioindicadoras da qualidade da água porque elas funcionam como um “termômetro ecológico”: a presença, ausência ou abundância desses organismos revela, de forma integrada e contínua, o estado real do ecossistema aquático
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