Quando o sono é perturbado, todo o organismo sofre, com atenção especial ao sonambulismo, e a insônia.
Sonambulismo (o distúrbio que mais preocupa)
O sonambulismo é uma parassonia, ocorrendo durante o sono profundo (NREM).
O que acontece?
A pessoa está dormindo, mas o corpo se move
Pode:
Levantar-se
Andar pela casa
Abrir portas
Falar frases desconexas
Não tem consciência do que está fazendo
Geralmente não se lembra no dia seguinte
Existe predisposição hereditária?
Sim. Estudos mostram que:
Se um dos pais foi sonâmbulo → risco aumenta
Se ambos os pais foram sonâmbulos → risco pode chegar a 60%
É mais comum na infância, mas pode persistir ou surgir na vida adulta
Fatores que aumentam episódios:
Privação de sono
Estresse
Febre
Álcool
Alguns medicamentos
Como tratar o sonambulismo?
Na maioria dos casos, o tratamento é comportamental e preventivo.
Medidas essenciais
Manter rotina regular de sono
Evitar álcool à noite
Reduzir estresse
Dormir horas suficientes
Quando há risco de acidentes
Avaliação médica (neurologista ou psiquiatra do sono)
Em alguns casos, uso de medicação específica (benzodiazepínicos em doses controladas)
Como lidar com um familiar sonâmbulo
Nunca acorde bruscamente a pessoa durante o episódio.
O que fazer:
Conduza-a com calma de volta à cama
Fale pouco e suavemente
Evite confrontos ou sustos
Medidas de segurança em casa:
Trancar portas e janelas
Retirar objetos cortantes do ambiente
Evitar escadas sem proteção
Alarmes discretos em portas, se necessário.
Insônia:
A insônia é o distúrbio do sono mais comum.
Tipos
Insônia inicial: dificuldade para pegar no sono
Insônia intermediária: acorda várias vezes à noite
Insônia terminal: acorda muito cedo e não consegue voltar a dormir
Causas frequentes
Ansiedade e estresse crônico
Depressão
Uso excessivo de telas à noite
Cafeína, álcool e nicotina
Dor crônica ou doenças neurológicas
Consequências
Irritabilidade e fadiga
Déficits de memória e concentração
Aumento do risco cardiovascular
Enfraquecimento do sistema imunológico
Insônia e risco de suicídio (ponto importante)
Você ouviu corretamente: a insônia está associada a maior risco de ideação suicida, especialmente quando:
É crônica
Vem acompanhada de depressão, ansiedade ou isolamento social
O indivíduo sente desesperança persistente
Importante esclarecer:
A insônia não causa suicídio sozinha, mas agrava o sofrimento psicológico e reduz a capacidade de enfrentamento emocional.
Por isso, insônia persistente deve ser tratada como questão de saúde mental, não apenas como “falta de sono”.
Sono leve e ausência de sono profundo
Algumas pessoas dormem, mas não descansam.
O que pode causar isso?
Estresse elevado
Apneia do sono
Ansiedade noturna
Uso de medicamentos sedativos inadequados
Envelhecimento (reduz naturalmente o sono profundo)
Consequências
Sensação de cansaço ao acordar
Dores musculares
Alterações de humor
Comprometimento cognitivo.
Dormir bem é um pilar da saúde:
O sono adequado:
Regula emoções
Consolida memórias
Reduz inflamação
Protege o cérebro do envelhecimento precoce
Diminui risco de depressão, ansiedade e doenças crônicas
Dormir não é perda de tempo. É manutenção da vida.
Observação importante
Se você ou alguém próximo apresenta:
Insônia persistente
Episódios frequentes de sonambulismo
Tristeza profunda, desesperança ou pensamentos de morte
Buscar ajuda médica e psicológica é fundamental.
No Brasil, o CVV (188) oferece apoio emocional gratuito 24h.

A insônia não causa suicídio sozinha, mas agrava o sofrimento psicológico e reduz a capacidade de enfrentamento emocional. Por isso, insônia persistente deve ser tratada como questão de saúde mental, não apenas como “falta de sono”.
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