EXOBIÓLOGOS SÃO CAÇADORES DE PLANETAS HABITÁVEIS ,QUE POR HORA, INVESTIGAM BIOASSINATURAS COM OUTROS CIENTISTAS..
Hoje já sabemos muito mais do que há 10 anos, mas ainda não encontramos vida. O que temos são fortes candidatos a mundos onde a vida poderia existir.
O que os cientistas procuram exatamente?
Para um exoplaneta ser considerado potencialmente habitável, ele precisa de vários fatores combinados:
Ser rochoso (como Terra, Marte, Vênus)
Estar na zona habitável da estrela (onde pode existir água líquida)
Ter atmosfera estável
Não sofrer radiação extrema da estrela
Ter condições químicas favoráveis à vida (carbono, água, energia)
Importante: “zona habitável” não significa “tem vida” — só significa “poderia permitir água líquida”.
Como descobrimos esses planetas?
Os principais métodos:
Trânsito
O planeta passa na frente da estrela → causa uma pequena queda no brilho.
Isso permite medir tamanho e estudar a atmosfera.
Velocidade radial
A gravidade do planeta “puxa” levemente a estrela → detectamos essa oscilação.
Isso revela a massa do planeta.
Combinando os dois, sabemos se ele é rochoso ou gasoso.
Principais candidatos a mundos rochosos habitáveis
TRAPPIST-1 (sistema com 7 planetas rochosos)
Três deles (e, f, g) estão na zona habitável.
São do tamanho da Terra e provavelmente rochosos. Estudos recentes investigam se ainda mantêm atmosfera, já que a estrela é ativa e pode “varrer” o ar dos planetas.
Proxima Centauri b
O exoplaneta mais próximo da Terra (4,2 anos-luz).
É rochoso e está na zona habitável, mas a estrela Proxima é uma anã vermelha muito ativa, com erupções que podem ter afetado sua atmosfera. Ainda não sabemos se ele conseguiu manter ar e água.
LHS 1140 b
Super-Terra rochosa na zona habitável. Observações recentes sugerem que pode ter uma atmosfera densa e até oceano global (hipótese de “mundo oceânico”), mas isso ainda está sendo investigado.
TOI-700 d e TOI-700 e
Dois planetas rochosos em zona habitável descobertos pelo TESS.
TOI-700 d é maior que a Terra; TOI-700 e é quase do tamanho da Terra. Modelos indicam que poderiam manter água líquida sob certas condições atmosféricas.
Atmosferas: onde a busca por vida fica séria
O James Webb Space Telescope (JWST) revolucionou essa área. Ele consegue analisar a luz que atravessa a atmosfera de um exoplaneta.
Cientistas procuram bioassinaturas, como:
Oxigênio (O₂)
Ozônio (O₃)
Metano (CH₄)
Dióxido de carbono (CO₂)
Vapor d’água (H₂O)
Até agora:
Já detectamos CO₂, metano e vapor d’água em alguns exoplanetas
Mas nenhum caso confirmou combinação inequívoca de gases produzidos por vida
Um exemplo famoso é K2-18 b, onde o JWST detectou moléculas associadas a ambientes potencialmente habitáveis, mas ele pode ser um mundo com oceano profundo sob atmosfera espessa, não necessariamente parecido com a Terra — e as interpretações ainda são debatidas.
Vida microscópica é mais provável que vida complexa:
A maioria dos cientistas aposta que, se houver vida, será como:
Micróbios (como bactérias primitivas da Terra antiga)
Em oceanos subterrâneos ou mares quentes
Possivelmente sob atmosferas ricas em CO₂ ou metano
Vida complexa (plantas, animais) exige estabilidade climática por bilhões de anos, algo que pode ser raro.
O que vem pela frente?
Nos próximos anos:
Telescópios gigantes em construção (ELT, GMT) vão estudar atmosferas com muito mais detalhe
Missões futuras serão focadas só em encontrar bioassinaturas
O objetivo é detectar um planeta com combinação química fora do equilíbrio, forte indício de atividade biológica.
Sugestão de leitura: A ODISSEIA HUMANA DE VIVER EM MARTE.
Resumo direto:
Já conhecemos vários planetas rochosos na zona habitável
Já analisamos atmosferas de alguns deles
Ainda não detectamos vida
Estamos entrando na era de buscar sinais químicos de biologia
Estamos, pela primeira vez na história, tecnicamente capazes de responder essa pergunta nas próximas décadas.

Estaremos sozinhos no universo? Estamos, pela primeira vez na história, tecnicamente capazes de responder essa pergunta nas próximas décadas.
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