Quais animais são criados para produção de peles?
As chamadas “fur farms” (fazendas de pele) criam principalmente:
Vison-americano (mink)
Raposa (como raposa-prateada e raposa-azul)
Guaxinim-cão (raccoon dog)
Chinchila
Coelho (especialmente angorá e rex)
Castor (em menor escala)
Historicamente, também houve caça e criação de focas (principalmente no Canadá), mas isso é diferente da criação intensiva em fazendas.
É proibido criar animais para casacos de pele?
Depende do país. Não existe uma proibição mundial.
Países que proibiram totalmente fazendas de pele:
Reino Unido
Holanda (acelerou a proibição após COVID)
Áustria
Bélgica
Noruega
Luxemburgo
Países onde ainda é permitido (com diferentes níveis de regulamentação):
China (maior produtora mundial)
Finlândia
Polônia
Rússia
Na União Europeia, vários países encerraram a atividade por pressão pública e preocupações sanitárias e éticas.
Por que alguns países ainda toleram?
Existem principalmente três razões:
Razão econômica
Geração de empregos rurais
Exportações lucrativas (especialmente para mercados asiáticos)
Tradição histórica no setor de peles
Cultura e mercado
Em alguns países frios, o uso de pele natural ainda é culturalmente valorizado, embora esteja diminuindo.
Pressão política e lobby do setor
Produtores argumentam que a atividade é regulamentada e que a pele é um produto “natural” comparado a fibras sintéticas derivadas do petróleo.
Questões éticas e sanitárias:
Críticas principais:
Confinamento intenso em gaiolas pequenas
Métodos de abate controversos
Risco de zoonoses (como ocorreu com visons na COVID-19)
Alternativas sintéticas disponíveis
Muitas grandes marcas de moda abandonaram o uso de pele natural nos últimos anos devido à pressão dos consumidores.
Tendência global:
A indústria de peles naturais vem diminuindo na Europa, mas continua forte na Ásia. A tendência mundial aponta para:
Mais proibições nacionais
Crescimento de alternativas sintéticas e “eco-fur”
Mudança no comportamento do consumidor.

Na União Europeia, vários países encerraram a atividade por pressão pública e preocupações sanitárias e éticas.
ResponderExcluir