RECUPERAÇÃO AMBIENTAL É A GARANTIA FINANCEIRA QUE DEVE SER ATRIBUÍDA À CONCESSÃO DA MINERAÇÃO DE TERRAS RARAS.
Antes de produzir comercialmente, a empresa deveria demonstrar que possui recursos financeiros suficientes para:
- fechar a mina;
- estabilizar rejeitos;
- recuperar áreas degradadas;
- tratar águas contaminadas;
- monitorar águas subterrâneas;
- controlar resíduos radioativos, quando existentes;
- executar recuperação ecológica.
Rejeitos: talvez o maior legado de longo prazo:
A mineração transforma grandes quantidades de rocha em materiais que não possuem valor econômico.
É preciso perguntar:
Onde serão colocados esses rejeitos?
E mais importante:
Durante quanto tempo permanecerão estáveis?
Os riscos incluem:
- erosão;
- infiltração;
- geração de drenagem ácida;
- lixiviação de metais;
- transporte de partículas;
- falhas estruturais;
- contaminação de águas;
- exposição a intempéries;
- concentração de radionuclídeos.
E existe uma característica particularmente preocupante:
a mina pode fechar, mas o rejeito continua existindo.
A própria Agência Internacional de Energia reconhece que impactos ambientais da cadeia de terras raras podem persistir mesmo depois do descomissionamento da mina.

É certo que inúmeros prejuízos ambientais decorrentes da atividade mineradora, sejam praticamente irrecuperáveis.
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