A guerra e a interrupção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz mostraram brutalmente que dependência energética também é uma questão de segurança nacional. A Agência Internacional de Energia estima que os investimentos globais em 2026 chegarão a cerca de US$ 3,4 trilhões, dos quais aproximadamente US$ 2,2 trilhões irão para redes elétricas, armazenamento, renováveis, nuclear, eficiência, eletrificação e combustíveis de baixa emissão — contra cerca de US$ 1,2 trilhão para petróleo, gás e carvão.
Crise geopolítica → petróleo fica vulnerável → preço e abastecimento ficam instáveis → países procuram segurança energética.
E a fonte de energia mais segura é aquela que:
- não precisa atravessar um estreito marítimo;
- não precisa ser importada;
- não precisa de navios-tanque;
- não depende de um país produtor;
- não libera CO₂ durante a geração;
- pode ser instalada de forma distribuída.
Nesse sentido, Sol + vento + armazenamento + redes elétricas inteligentes + eletrificação não são apenas uma política ambiental. São também uma política de segurança energética, justamente aí que esteja uma das maiores oportunidades desperdiçadas nas últimas décadas.
A humanidade está descobrindo, simultaneamente, que a dependência dos combustíveis fósseis é uma ameaça climática e uma vulnerabilidade geopolítica.
Não devemos instalar eólicas e fotovoltaicas apenas para salvar o clima.
Devemos instalá-las também para diminuir a dependência energética, proteger a economia, reduzir a poluição atmosférica, melhorar a saúde pública e aumentar a soberania energética dos países.

A humanidade está descobrindo, simultaneamente, que a dependência dos combustíveis fósseis é uma ameaça climática e uma vulnerabilidade geopolítica.Não devemos instalar eólicas e fotovoltaicas apenas para salvar o clima.
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