CHEGA AO BRASIL O TESTE QUE RASTREIA ALTERAÇÕES GENÉTICAS EM UM ÚNICO EXAME DE SANGUE E IDENTIFICA 50 TIPOS DE CÂNCER.


 
       

Como funciona o processo na prática:

  • A Coleta: É uma amostragem de sangue comum realizada no braço, preenchendo dois tubos específicos (tubos Streck). Não exige jejum prévio.

  • O Envio: As amostras são acondicionadas no kit de transporte em temperatura ambiente e enviadas ao laboratório central de sequenciamento de nova geração (NGS).

  • A Análise: O laboratório analisa padrões de metilação no DNA livre circulante (cfDNA) presentes no plasma, identificando a assinatura genética do tumor e estimando o tecido/órgão de origem caso um sinal de câncer seja detectado.

Esse teste é o Galleri®, desenvolvido pela biotechs norte-americana GRAIL e oferecido no Brasil por laboratórios privados.

Trata-se de um teste de rastreamento multicâncer de biópsia líquida, que analisa fragmentos de DNA liberados pelas células tumorais na corrente sanguínea (DNA tumoral circulante).

O que você precisa saber sobre ele:

  • O que ele faz: Detecta um sinal de alteração genética compatível com mais de 50 tipos de câncer, incluindo tumores para os quais não existem exames preventivos de rotina (como câncer de pâncreas, fígado e ovário). Ele também indica com alta precisão onde a lesão provavelmente está localizada.

  • Acesso e Custo: Não está disponível no SUS e exige prescrição médica obrigatória. Por ser um exame importado de alta complexidade, é comercializado apenas pela rede privada.

  • Para quem é indicado: Geralmente é voltado para adultos acima de 50 anos ou pessoas com maior risco individual/familiar para o desenvolvimento de tumores.

Alertas importantes:

  1. Não substitui exames tradicionais: O teste não substitui exames de rotina obrigatórios como mamografia, Papanicolau, colonoscopia ou PSA. Ele funciona como uma ferramenta complementar.

  2. Resultado positivo não é diagnóstico final: Um resultado que indique "sinal de câncer" exige investigação com exames adicionais de imagem (como PET-scan, ressonância ou tomografia) e biópsia para confirmação.

  3. Não avalia risco futuro: Ele detecta a presença de sinais no momento da coleta; não mede se a pessoa vai desenvolver a doença no futuro como um teste de risco genético tradicional.

Comentários

  1. O resultado positivo do teste não é diagnóstico final: Um resultado que indique "sinal de câncer" exige investigação com exames adicionais de imagem (como PET-scan, ressonância ou tomografia) e biópsia para confirmação.

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