O estudo demonstra a resistência do cipreste-mediterrânico (Cupressus sempervirens) ao fogo e sugere o uso potencial dele como barreira para os incêndios devastadores que afetam a região mediterrânea.
Mais de 269 mil incêndios, a maioria causados por ação humana, foram reportados entre 2006 e 2010 na região da Espanha, resultando em mais de dois milhões de hectares de florestas destruídas, segundo a FAO (Organização da ONU para Alimentação e Agricultura).
Os cientistas espanhóis Bernabé e José Moya não podiam acreditar no que estavam vendo quando se depararam com ciprestes de pé e intactos após um incêndio que devastou 20 mil hectares de floresta.
Os testes foram realizados em dois laboratórios considerados centros de referência em incêndio e estudo do cipreste: o do Departamento de Florestas e Gestão de Sistemas Florestais de INIA-CIFOR na Espanha, e o do Instituto para a Proteção Sustentável das Plantas, em Florença, na Itália (CNR-IPSP).
Os testes em folhas e ramos de ciprestes vivos revelaram um elemento-chave: seu alto teor de umidade (que variou de 84% a 96%) durante o período de verão, o que faz com que eles resistam mais a uma queimada. O fato de essas plantas terem mais água faz com que elas apresentem uma resistência maior às chamas.
O cipreste-mediterrânico poderia ajudar a combater incêndios em outras partes do mundo, como na Patagônia, no Chile e na Argentina, ou na Califórnia.
O cipreste pode viver em todo tipo de solo, exceto os mais encharcados, ou solos pobres e degradados. Ele cresce desde o nível do mar até mais de 2 mil metros de altura..A espécie foi introduzida há séculos na América Latina, onde conseguiu se adaptar em muitas regiões.
A resiliência do cipreste-mediterrânico mostra para Moya que "a natureza tem a resposta para muitos dos problemas que enfrentamos.
Segundo Moya, a desertificação, os incêndios florestais, a perda da biodiversidade e o abandono dos biomas naturais são questões que podem ser abordadas com o plantio e o cuidado das florestas. "É urgente que a humanidade comece a levar a sério esses problemas."
Não devemos nos esquecer que: a luta contra os incêndios é um esforço de todos.

A desertificação, os incêndios florestais, a perda da biodiversidade e o abandono dos biomas naturais são questões que podem ser abordadas com o plantio e o cuidado das florestas. "É urgente que a humanidade comece a levar a sério esses problemas.
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